Bolo pão de queijo ou seria bolo salgado?!

bolo

Bolo pão de queijo ou bolo salgado, bolo com cara de bolo de vó, bolo mata fome e você pode dar o nome que quiser – só não pode mesmo é deixar de executar a receita que é perfeita para um almoço tardio ou um lanche a noite ou para a visita que chega de última hora.

2 ovos
100ml de leite
100ml de óleo de canola
100g de queijo parmesão ralado
1 colher (chá) rasinha de sal
250g de polvilho doce
1 colher (sopa) de fermento em pó
150g de linguiça calabreza defumada picada em cubinhos ou passada pelo processador
150g de queijo provolone em cubos de mais ou menos 1cm (usei muçarela)

Preaqueça o forno a 180˚C.
Unte e enfarinhe uma forma de pudim de 20cm de diâmetro.
No copo do liquidificador coloque os ovos, o leite, o óleo, o parmesão e o sal. Bata bem por alguns minutos. Despeje numa vasilha e acrescente os demais ingredientes. Misture bem (fica uma massa pesada) e despeje na forma. Com uma colher, espalhe e nivele a superfície. Leve para assar por cerca de 40 minutos ou até dourar.
Sirva quentinho e com o calor que anda fazendo um suco bem gelado cai como uma luva.

 

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Virada´s do Largo – Tiradentes (MG)

entrada

Vou dividir com vocês as andanças do Feijão no Prato e família Trapo por mundão de meu Deus – Uma de nossas paradas foi em Tiradentes (MG), local que no meu conceito deveria fazer parte do roteiro de todo mundo que gosta de cozinhar e comer bem, um lugar cheio de sabores, tradições e com muita bossa.

Quando estive lá, visitei inúmeros lugares que depois vou dividindo com vocês ao longo do tempo, mais o fato que não poderia sair de lá sem ir ao Virada´s do Largo e quando cheguei fui recebida pela própria Beth Beltrão, uma figura sensacional, cheia de mineirice ao falar e cozinhar – já vai logo avisando que se está com pressa melhor não se sentar pois ali é um lugar para comer tranquilo, degustar uma cachaça e curtir o tempo próprio de Tiradentes, acredite lá tudo é diferente – eles tem seu próprio relógio.

cardapio

No cardápio ingredientes autênticos da cozinha mineira, a grande maioria vindo da própria horta da Beth que fica no fundo do restaurante e pode ser contemplada pelos clientes sentados em suas mesas. O Mucadim di Gustuzura é um exemplo dessa cozinha – comemos a linguiça feita por ela mesma e defumada em um fogão de lenha que também pode ser visto pelos clientes, uma linguiça que jamais vou esquecer, feita em uma chapa de ferro, com cebola roxa, alho frito e pãozinho francês em fatias – as minis panelinhas com molhinhos de pimenta e farinha são um luxo a parte.

linguiça artesanal

A horta no fundo do restaurante é algo espetacular, dá a sensação de que está comendo na casa da sua mãe ou sua avó, aquela coisa que já não existe mais, e que vi acontecer na fazenda do meu avô inúmeras vezes, falo daquele burburinho nas cozinhas das fazendas que começa logo cedo, com a lenha já estralando no fogão e as mulheres indo a horta com enormes bacias recolher o que seria feito no almoço do dia – ela tem lá também um galinheiro onde cria frango caipira, um prato que pode ser degustado lá, basta você ligar antes e solicitar o prato e ela faz especialmente pra ti. Conversamos por um tempo e nessa conversa ela acabou me dando um presente, uma linda muda de ora-pro-nobis ou Lobrobo como também é conhecido.

A porção de ora-pro-nobis ou lobrobo servido nessa linda panelinha de cobre.

ora pro nobis

E pra finalizar não poderia sair de lá sem comer o sorvete de queijo canastra com calda de goiabada, sem palavras pra esse sorvete.

sorvete

Não sei se é coincidência, mas a Beth é cozinheira oficial do Terra Madre, evento que o movimento Slow Food promove na Itália com milhares de cozinheiros, chefs e agricultores – como essa associação que prega um alimento, bom, limpo e justo a encontrou em Tiradentes nem ela mesma sabe explicar direito – o que posso falar é que quem come no Viradas, não esquece jamais da experiência.