Semana Mesa Sp

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Inscrições abertas para concurso de startups gastronômicas

Primeira edição do Mesa Aposta busca novos empreendedores e ideias para fomentar setor

 

 

O mercado gastronômico ganha este ano um concurso para revelar novos empreendedores e projetos voltados para o setor. O Mesa Aposta terá um júri formado por especialistas em inovação e economia criativa para selecionar as startups mais promissoras, que terão oportunidade de exposição ao público e uma rodada de negócios para atrair possíveis parceiros e investidores. Os vencedores serão anunciados em 29 de outubro no palco do Mesa Tendências, o maior congresso de gastronomia da América Latina, que faz parte do Semana Mesa SP – evento que reúne aulas, palestras, degustações e jantares magnos com chefs estrelados de diferentes países em São Paulo. O período de inscrições vai até 5 de outubro.

 

Com inscrições gratuitas por meio do site www.semanamesasp.com.br, o empreendedor deve escolher a categoria entre as opções: Sustentabilidade, Distribuição/cadeia produtiva, Saudabilidade, Educação e Mobile. Também deverá produzir um vídeo de apresentação, com até três minutos de duração, sobre o projeto. Os projetos serão avaliados pelo júri, um comitê anjo composto por representantes de instituições e empresas de destaque no mercado, que vai analisar a capacidade de execução, viabilidade econômica e inovação dos projetos.

 

O Mesa Aposta procura iniciativas arrojadas, com atuação física ou digital, em fase de ideia, projeto, teste, lançamento ou início de atividade nas áreas de comércio, indústria, serviços, ONGs e educação.  Os projetos serão pré-avaliados pela comissão julgadora nos quesitos: Inovação, Planejamento, Efetividade na Solução de um Problema, Capacidade de Execução, Viabilidade Econômica e Replicabilidade.  Serão selecionados 15 finalistas e estes farão uma apresentação presencial na rodada de negócios com o comitê anjo e exposta a uma votação popular durante o  Semana Mesa SP, que acontece na Etec Santa Ifigênia – Centro Paula Souza, em São Paulo, entre 27 e 29 de outubro.

 

Dentre os 15 finalistas, serão eleitos três vencedores e outros cinco destaques, que poderão pertencer ou não a uma mesma categoria. Os três vencedores  ganharão consultoria especializada das empresas e instituições participantes no comitê anjo, prêmios dos apoiadores da Semana Mesa SP e destaque em reportagem exclusiva na revista Prazeres da Mesa.  Ao 1º colocado serão oferecidos ainda a oportunidade de apresentação da sua ideia ao público profissional por meio de talk show no palco do congresso Mesa Tendências e um pacote de publicidade gratuito nos veículos da Editora 4 capas.

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Releitura de um baião de dois

dois

Baião de dois pode ser um prato simples, mas na minha cabeça ele não é monótono, podemos fazer várias releituras do mesmo prato e essa minha tem influência mineira pelo quiabo e goiana pela carne de panela feita lentamente e frita na própria gordura e no final tive um belo prato de baião de dois – provando mais uma vez que comida é cultura e que a união faz a força.

Para fazer o baião – Em frigideira grande de fundo pesado, eu sofri alho e cebola, juntei o feijão fradinho cozido sem o caldo e deixei que o mesmo pega-se o tempero e depois deste passo somei o arroz (que já estava cozido e solto com o auxilio de um garfo), deixei esse arroz pegar o sabor dos demais ingredientes, desliguei o fogo e somei um tanto de cebolinha verde bem picadinha e cubinhos de queijo (no meu caso do reino, mas poderia ser o tradicional queijo coalho ou queijo minas meia cura e por aí vai), tampei a panela e reservei.

Para o quiabo – lavei sequei bem e retirei a pontinha, depois apenas salteei em um sofrido de alho, cebola, sal e pimenta do reino moída na hora. Esse quiabo deve ficar crocante e não molenga.

Para a carne de panela – Temperei 1 q de cupim com sal, alho, pimenta moída na hora, um toquinho de vinho branco seco e deixei marinar por uma hora. Coloquei a carne na panela com a marinada e deixei o cozimento seguir, assim que secava eu ia pingando água quente (utilizando mais uma vez a técnica do pinga e frita), e fui fazendo isso até que a mesma estivesse macia, nesse momento eu deixei que ela dourasse na própria gordura da carne (veja bem não adicionei gordura na panela desde o principio do cozimento), depois de dourada é só servir. Essa carne feita assim, além de ter um sabor totalmente acentuado, pois foi cozida lentamente sem arrebentar com as fibras, no final você terá lindos pedaços de carne, dourados e inteirinhos, mas que são tão macios que se partem ao toque do garfo.

Pirão e Peixe

pirão

Peixe é um alimento fantástico – não requer horas do seu tempo e te rende um almoço ou jantar memorável. A versão apresentada por mim aqui hoje é super simples mas carregadíssima no quesito sabor. Você pode encontrar essa mesma versão servida em telhas no estado de Goiás e se for bater perna por lá não deixe de experimentar.

Para executar o prato – Peguei um quilo de postas de cação e temperei com sal maldon, pimenta moída na hora e um toquinho de suco de limão, em uma panela grande de ferro ou barro, faça camadas de tomates cortados em rodelas, pimentões coloridos cortados da mesma maneira e anéis de cebola, vai temperando as camadas com toquinho de sal e pimenta moídos na hora e cubra com o peixe, e vai fazendo as camadas até que termine todo seu peixe, regue com pouco de azeite de dendê tampe a panela e deixe no fogo baixo – até que o peixe esteja cozido, neste momento retire as postas de peixe com cuidado e reserve. Some a panela um bom punhado de coentro picado e uma garrafinha de leite de coco e com muito amor e paciência vá fazendo uma chuvinha de farinha de mandioca e mexendo com auxilio de fouet até que pirão ganhe consistência mas não coloque farinha demais para que não fique muito grosso. Então coloque uma boa colherada no fundo do prato e repouse a posta de peixe por cima, sirva com um arroz branquinho e aguarde o povo pirando o cabeção pessoal.

Macarrão frito e dois dedos de prosa

macarrão frito

Esse é um prato bem tradicional em Goiás e a última vez que comi essa massa foi em um dos últimos almoço em família que tive com a presença do meu pai ainda vivo – me lembro de estar ali a beira do fogão com minha querida prima Pamela que pilotava a panela dessa massa tão simples e tão carregada de histórias pelo povo goiano – sim meninas cozinhar é uma arte dominada por várias mulheres da minha família – depois de tanto tempo fui eu que pilotei a panela fazendo esse prato pro meu Rapha que é apaixonado por esse macarrão, enquanto fazia me lembrava de ver minha família feliz ali na chácara do meu pai, com ele em tratamento mas ali, conversando, contando piada, dançando com seu jeito doce – e mexendo o extrato que fritava, minhas lágrimas caiam com elas boas lembranças e a comida é isso.

Na cestinha – Coloque numa panela de fundo pesado, uma boa regada de azeite e ao aquecer refogue o alho sofrido com sal no pilão, junte uma lata de extrato de tomate e com o fogo baixo vai fritando esse extrato, coloque uma boa pitada de açúcar e um toquinho de água e continue fritando, até que esse extrato tenha reduzido e os sabores dos temperos tenham se firmado, e a acidez tenha se perdido, nesse momento junte a massa cozida al dente (para uma lata de extrato pode utilizar um pacote de massa). Regue com um poquinho mais de azeite e sirva em seguida.