Releitura de um baião de dois

dois

Baião de dois pode ser um prato simples, mas na minha cabeça ele não é monótono, podemos fazer várias releituras do mesmo prato e essa minha tem influência mineira pelo quiabo e goiana pela carne de panela feita lentamente e frita na própria gordura e no final tive um belo prato de baião de dois – provando mais uma vez que comida é cultura e que a união faz a força.

Para fazer o baião – Em frigideira grande de fundo pesado, eu sofri alho e cebola, juntei o feijão fradinho cozido sem o caldo e deixei que o mesmo pega-se o tempero e depois deste passo somei o arroz (que já estava cozido e solto com o auxilio de um garfo), deixei esse arroz pegar o sabor dos demais ingredientes, desliguei o fogo e somei um tanto de cebolinha verde bem picadinha e cubinhos de queijo (no meu caso do reino, mas poderia ser o tradicional queijo coalho ou queijo minas meia cura e por aí vai), tampei a panela e reservei.

Para o quiabo – lavei sequei bem e retirei a pontinha, depois apenas salteei em um sofrido de alho, cebola, sal e pimenta do reino moída na hora. Esse quiabo deve ficar crocante e não molenga.

Para a carne de panela – Temperei 1 q de cupim com sal, alho, pimenta moída na hora, um toquinho de vinho branco seco e deixei marinar por uma hora. Coloquei a carne na panela com a marinada e deixei o cozimento seguir, assim que secava eu ia pingando água quente (utilizando mais uma vez a técnica do pinga e frita), e fui fazendo isso até que a mesma estivesse macia, nesse momento eu deixei que ela dourasse na própria gordura da carne (veja bem não adicionei gordura na panela desde o principio do cozimento), depois de dourada é só servir. Essa carne feita assim, além de ter um sabor totalmente acentuado, pois foi cozida lentamente sem arrebentar com as fibras, no final você terá lindos pedaços de carne, dourados e inteirinhos, mas que são tão macios que se partem ao toque do garfo.

Panna Cotta com calda de morango e cerejas frescas

panna cotta

 

Panna Cotta significa literalmente “natas cozidas”, é uma sobremesa típica da região italiana do Piemonte, elaborada a partir de nata de leite, açúcar, gelatina e especiarias, especialmente canela – pode ser servida sozinha ou acompanhada de calda , geleia ou compota de frutas. Como nessa época se encontra muitas lindas cerejas (embora o preço não esteja tão lindo quanto elas), eu resolvi apostar nessa delicia que no meu mundo tem um preparo simples e relativamente rápido salvo o tempo de espera da geladeira. Eu considero essa sobremesa sedutora e sutil no sabor e exatamente por isso gosto de servir a minha panna cotta com uma boa cobertura – pois acredito que isso amplia o sabor desse pudinzinho.

Para a panna cotta – 300 g de creme de leite fresco, 300 g de leite integral, 125 g de açúcar, 1 colher (chá) de extrato de baunilha, 8 g de gelatina em pó dissolvido em 2 colheres (sopa) de água quente. Misture o leite, o creme de leite (ou nata) e o açúcar numa panela. Coloque em fogo médio mexendo sempre. Quando começar a fervura, desligue. Enquanto isso dissolva a gelatina em água quente e adicione à mistura. Mesa bem e adicione a baunilha mexa bem. Coloque em pequenos bowls ou em taças em porções individuais e leve para gelar e pegar consistência. Enquanto isso prepare a calda eu utilizei 2 colheres (sopa) de geleia de morango honesta, 150 g de cerejas frescas sem caroços e meia xícara (chá) de água, coloque tudo numa panelinha e ferva até que a cereja esteja cozida e tenha se formado uma caldinha leve. Sirva essa calda fria cobrindo sua panna cotta já gelada.

 

Lentilhas no sofrido de tomate fresco

lentilhas cópia

Lentilha e minha relação forte com a cozinha de Nigella – como sou apaixonada pela sua praticidade e pela coragem de utilizar alguns produtos sem o menor pudor – só pra conservar seus cabelos escovados ou até mesmo não perder todos os fios antes mesmo que seus convivas batam a porta. E por isso só por isso nada mais eu passei a mão em duas latas de ervilhas prontinhas (digo prontinhas no sentido de já estarem devidamente cozidas), e só precisando de um toque de carinho e foi apenas esse meu trabalho – peguei uma frigideira pesada, e reguei com um bom fio de azeite e deixei os meus tomates com pele e sem sementes cortados em cubos sofrerem na misturinha de azeite com cebolas picadinhas e um pouquinho de pimentão picado bem miúdo quando a cebola estava transparente eu somei um pouquinho de alho com sal, juntei as lentilhas que retirei da lata e passei por água corrente em uma peneira e aí é só um tombinho na frigideira para mesma pegar o sabor e aquecer, desligue o fogo (cuidado para que suas lentilhas não desmanche). Eu servi com uma maravilhosa linguiça artesanal de bragança feita com castanhas e assada no forno.

Dando um toque de *gramurr na sua saladinha do dia a dia

grego

Começo de ano e todos querendo começar de maneira mais leve depois da esbórnia das festas – mas ninguem merece aquela salada sem alegria né minha *gentemm, então passa mão num grego Nestlé sem adição de açúcar, um bom punhadinho de sal e pimenta moídos na hora e um toque generoso de azeite honesto, misture bem e acrescente ervinhas frescas de sua preferência. Só um trucão pra fazer da sua salada um momento de luxo no seu almoço. 🙂

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