Comidinhas para presentear

paçoca

Dando sequencia a serie de comidinhas para presentear neste natal, hoje apresento esta paçoca divertida. Divertida porque Li?! Porque foi cortada com esses cortadores fofos, só por isso o que era uma simples paçoca já ganha status e fica toda prosa embrulhadinha para presente. Receita simples e gostosa e fofinha – ai ai ai, eu ando tão romântica. (kkkk).

Na cestinha do preparo – 500g de amendoim torrado, sem a pele/ 200g de bolacha maizena ou leite/ 1 lata de leite condensado.

Preparo – No processador bata aos poucos o amendoim e a bolacha, até formar uma farinha grossa. Coloque essa farinha em uma tigela e despeje o leite condensado em fio, misturando sempre, até obter uma massa de consistência pastosa. Forre uma assadeira de 20cm X 30cm, com papel manteiga e despeje a massa. Alise bem com uma espátula e leve à geladeira por pelo menos 1 hora – depois pegue cortadores de biscoito de sua preferência e corte. Aí basta colocar em um saquinho fofo, ou caixinha ou até mesmo dentro de uma panelinha como eu fiz.

panela de paçoca

*Se não tiver um processador, pode utilizar o liquidificador, seguindo o mesmo processo.

*Fonte – Revista Prazeres da Mesa.

Comida de rua

rolando massinha

Tá na moda é moderninho, tem conceito e na grande maioria das vezes tem comida delícia – e quer saber?! Eu acho que comida de rua é arisca, porem carinhosa, é vira-lata mas gosta de ser vista – é singela, mais é orgulhosa dos pequenos detalhes. É sacana, mas diante dela somos todos iguais e isso tudo não é sensacional?!

comida_copacabana_rio

Fonte – Prazeres da Mesa.

Fonte – Rolando Massinha.

Comidinhas para presentear – A nova série aqui no blog

biscoito de canela

Com a chegada do natal vamos estrear essa série de comidinhas para presentear – porque pensa na felicidade que é, poder dar a uma pessoa que a gente gosta um delicinha feito por nossas mãos. E não precisa ser algo de outro mundo com ingredientes cheios de *frufru não, coisinha simples, gostosa e com uma embalagem luxo, cheia de *gramurrr.

Para começar escolhi esses biscoitinhos de canela, rapidinho ficam prontos e crocantes e quando levados a boca ele dissolve quase que como um amanteigado.

Biscoitinhos de canela

– 175g de farinha de trigo
– 100g de manteiga em temperatura ambiente
– 60g de açúcar
– 1/2 colher (chá) de fermento
– 1 pitada de sal (bem pouquinho mesmo)
– 1/4 de cálice de conhaque (eu não tinha e coloquei um tico de vinho branco, mas se você não tiver, pode omitir)
– 1/2 colher (sopa) de canela em pó
– 1 colher (sopa) de chocolate em pó
– 2 gotinhas de extrato de baunilha
Coloco todos os ingredientes na travessa da batedeira e uso o batedor de massa aquele tipo leque para bater. Você pode misturar tudo na mão e se perceber que está seco demais, coloque aos poucos água (bem aos poucos mesmo). A massa tem que ficar bem lisa e desgrudar das mãos. A minha ficou até um pouco oleosa. Forme bolinhas ou minhoquinhas como desejar, coloque em uma assadeira untada com manteiga, leve ao forno por 15 mts a 180graus. Ela sai ainda molinha mas ao esfriar fica crocante, passe os biscoitos ainda quentinho numa mistura de açúcar e canela (que fiz a olho mesmo). Para presentear coloquei em um vidro mas pode ser em um saquinho ou dentro de uma xícara de chá aí o céu é o limite para sua imaginação.
*Fonte – Quitandoca.

Gastón Acurio e a Comida no Peru

Peru

O cara que fez o Peru ver com outros olhos a sua gastronomia, a sua raiz, defende que não é correto que um restaurante só sirva para fazer feliz quem possa pagar pela comida preparada ali – ele também intervém na educação, na autoestima e na participação da sociedade e vai além recuperando produtos e receitas locais. Personagem importante no cenário da cozinha e da cultura peruana, deixa claro a seriedade com que conduz sua carreira – não seria exagero dizer que graças a Gastón os sabores da sua terra natal ultrapassaram os limites geográficos do Peru e se tornaram conhecidos e apreciados em diversas partes do mundo. Afinal seu pequeno império gastronômico soma mais de 20 restaurantes espalhados por cerca de dez países. Ao falar e utilizar ingredientes brasileiros ele defende que estamos curiosamente tão perto e tão longe – e que podemos compartilhar muitas coisas e podemos escrever histórias fantásticas entre Peru e Brasil, esse é Gastón Acurio simples, carinhoso e forte como a comida deve ser.

Risoto ao pomodoro com mussarela de bolinha

pomodoro

Risoto = Paixão, adoro! Sempre tenho uma lata de tomate pelado a espera de ser utilizada no armário e com um pacotinho de mussarela de bolinha em mãos não pensei duas vezes, coloquei minha panela de pedra sabão no fogo e depois de bem aquecida comecei o processo – que pra mim é relativamente simples visto que gosto de estar em companhia das panelas, pois o risoto requer somente isso, companhia, alguém que tire seu tempo para estar ao seu lado mexendo-o sem parar para ativar ainda mais o amido do arroz e ficar bem cremoso e o brilho fica no final por conta de um bom naco de manteiga.

Para a receita : 360g de arroz carnaroli – 1/2 cebola picada – 2 dentes de alho picados – 2 colheres (sopa) de azeite – 200ml de vinho branco -4 tomates picados (ou uma lata de tomates pelados picados) – 2 litros de caldo de legumes – 2 colheres (sopa) de manteiga – 1 xícara (chá) de parmesão ralado – 1 xícara (café) de manjericão picado – Mussarela de bolinha picadas.

Para o preparo : Coloque duas colheres de sopa de azeite para aquecer na panela e some a cebola o alho e arroz, refogue sem deixar nada dourar, apenas murchar a cebola o alho e o arroz pegar esses sabores e neste momento some 200ml de vinho branco seco, e vai mexendo até evaporar, some então a sua lata de tomate pelado ou seus tomates picados, e comece aos poucos colocar o caldo, e vai mexendo colocando o caldo até que o arroz fique ao dente, com o arroz já no ponto, some a manteiga e mexa bem, junte o parmesão o manjericão (o meu eu preferi levar as folhinhas a mesa e colocar direto no prato sobre o risoto quente), coloque os pedacinhos de mussarela bolinha e regue mais um bom fio de azeite e sirva em seguida pois o risoto não espera ninguém a gente é que o espera.

*Considerações : essa receita é feita com mussarela de búfula, mas eu utilizei a mussarela de bolinha que era o que tinha em mãos no dia.

*Fonte : Delícias de Claudia – livro

Sal, Açúcar e uma Massa Folhada

folhado

Uma coisa levando a outra, fui ao encontro na loja da Catupiry, lá ganhei alguns produtos, logo em seguida ia receber uns amigos, tinha uma massa folhada no freezer , precisa de uma sobremesa bonita, gostosa e relativamente simples de executar e aí pensei, pensei e pensei, porque não?! Juntei tudo e tudo junto e misturado ficou um sonho só e harmonizou muito bem com a Baden Baden de chocolate.

Para executar a receita: Eu passei o rolo de massas sobre a massa folhada já descongelada, e depois cortei as tiras no tamanho que gostaria de montar minha sobremesa, coloquei sobre uma assadeira e fiz pequenos furinhos (pode ser com a ajuda de um palito de churrasco) é apenas pra essa massa não inflar muito – levei moderado até a massa ficar douradinha, reserve. Na batedeira coloque 400g de catupiry, 1 colher (sopa) de açúcar (se quiser mais docinho coloque mais, vai experimentando), liguei a batedeira e fui colocando aos poucos o creme de leite (de caixinha mesmo), fica esperto pois não é muito, é só para que essa mistura ganhe uma textura leve e de creme, chegando neste ponto reserve na geladeira. Bata chantilly que pode ser a mistura profissional ou pode ser com creme de leite fresco – se for o creme fresco, coloque o vidro do mesmo na batedeira, 2 colheres (sopa) de açúcar e um pouco de extrato de baunilha, bata até que fique no ponto firme (mas cuidado para não bater demais e virar manteiga). Para montar, pegue suas placas de massa já totalmente fria, passe uma boa camada do creme de catupiry, e depois uma boa camada do chantilly e feche com outra plaquinha de massa, por cima peneire açúcar de confeiteiro e aí é só partir para o abraço.

Hora da Revolução

Mifano

Um chef ou será que posso chamá-lo de cozinheiro?! Jovem e com uma causa que diria ser bastante nobre, pois super conhecido como é por utilizar a carne de porco em seu restaurante, ele veio contar e levantar a bandeira dessa pequena produtora de porcos e sua relação com seus bichos e produtos. Através de filmes que vieram direto da propriedade da mesma ele contou de uma forma simples e direta essa história dando assim seu recado.

Mifano e sues produtores

Mais ao começar a falar, Tatiana Peebles a pequena produtora que caiu no gosto do chef e meu também, confesso, deu um verdadeiro show – mostrou-se uma mulher forte, determinada e doce, tudo isso ao mesmo tempo agora e contou sua história de uma forma tranquila e ali parecia se sentir em casa, dividindo um café com a vizinha e trocando dois dedos de prosa – falou da sua relação com os bichos, da sua tristeza ao esbarrar na dificuldade que o pequeno produtor encontra ao querer fazer dinheiro com seu produto e ao mesmo tempo se mostrou determinada a lutar contra isso e por fim mostrou seu belíssimo produto e que foi sem dúvida alguma o melhor e mais sensacional presunto cru que já comi na vida.

presunto cru

Visitem o site do Semana Mesa

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Jefferson Rueda e a Galinha a Cabidela

rueda

Com tema “Com Quantas Penas se Salva um Prato Nacional” , nem preciso dizer que questões sanitárias foram amplamente abordadas em sua palestra. Ele que vem do interior e está acostumado a comer a galinha ao molho pardo, discutiu e defendeu seu ponto de vista quanto ao uso do sangue animal, defendendo com propriedade sua ideia de que por uma questão ética o bicho deve ser aproveitado por inteiro, por respeito a gente e ao próprio animal – e foi assim, enquanto defendia e expunha seu ponto vista, despenou, sapecou e limpou as viceras  de uma galinha caipira, tendo o cuidado de colher o sangue para fazer seu tão querido frango ao molho pardo. Depois de pronto serviu a mesa, onde seus filhotes já esperavam ansiosos para devorar o almoço e foi assim com jeito e cheiro do interior, da vida que passa lenta e calmamente que ele deu o seu recado, foi demais!

almoço rueda

Uma história de amor – Roberta Sudbrack e Fátima Anselmo

sudbrack

Não poderia deixar de começar por ela, ela que é sem dúvida minha chef predileta e leva na sua marca o slogan da ousadia (pelo menos meu conceito) mostrou com todo louvor o porque devemos ter essa conexão e sabendo da importância do tema ela aproveitou e deixou sua produtora de brotos e minis verduras, sua parceira e porque não dizer um de seus braços, contar uma linda história de vida, de amor e de total respeito. Eu que assistia a tudo atenta não consegui me conter e chorei por uma ou duas vezes durante a palestra. Sempre soube do carisma, generosidade e respeito de Roberta mas quando vemos ao vivo essa conexão fica difícil conter a emoção. E foi assim com Fátima dizendo não ter simples plantas em seu terreno e sim pequenas e valiosas pérolas que num futuro próximo ela ira entregá-las a grande artista que é a chef – que essa dupla se tornou a primeira do dia a ser aplaudida de pé, entre abraços e lágrimas Roberta se manteve ali no propósito de deixar sua aliada e parceira contando essa história e foi cozinhando e ouvindo a prosa – e ao final podemos ver uma de suas criações a salada de pupunha cru com brotos (inclusive de chuchu), e flores deixando a todos de boca aberta com tamanha simplicidade e beleza – o robalo não ficou atrás.

robalo sudbrack